Roteiros

Pneu Furado
Roteiro: 2º ano A ciclo II
Outubro 2013
Produção: EMEB Professor Ramiro Gonçalez Fernandes
Adaptação da crônica “Pneu Furado” de Luís Fernando Veríssimo
___x___
Cena 1 – Externa
Automóvel  estacionado em uma rua próximo a um ponto de ônibus.
Uma moça bonita está no ponto de ônibus.
Um homem  passa, dirigindo seu veículo,  e observa o pneu furado. Pouco depois o homem aparece a pé e se aproxima da moça.
HOMEM - Posso lhe ajudar?
Moça fica indiferente.
HOMEM - Você tem macaco? E estepe?
A mulher continua indiferente.
O homem  sai, volta pouco depois a e  inicia a troca com seus acessórios.
Um ônibus estaciona no ponto e a garota sobe.
Rapaz termina a troca de pneu e a vê indo embora.
Dono do carro chega , fica surpreso.
DONO DO CARRO – Muito obrigado por ter trocado o meu pneu.
Sem graça o homem justifica:
 - Eu não posso ver um pneu furado!

DONO DO CARRO – Valeu! (dando um tapinha nas costas do homem)


A Bola
Roteiro: 2º ano B ciclo II
Outubro 2013
Produção: EMEB Professor Ramiro Gonçalez Fernandes
Cena 1 – A Bola
Cartão: Crédito de apresentação
Título do filme
Adaptação da crônica “A bola” de Luíz Fernando Veríssimo
 Na sala
                O pai entra na sala, chegando do trabalho. Para um instante se lembrando do passado.
 Flashback – A mesma sala, com televisão e mobiliário mais antigos. O pai chega com presente e entrega ao filho que fica feliz e empolgado. O menino, satisfeito, cheira a bola. Corta para o tempo presente.
  (O Pai comprou uma bola para seu filho, gostaria que ele sentisse a mesma emoção de quando ganhou o mesmo presente de seu pai: uma bola de couro, cujo cheiro ainda permanecia em sua memória.)
O pai se aproxima e dá um embrulho de presente ao filho (sentado no sofá vendo TV).
O menino agradece o presente, desembrulha e fica girando a bola, a procura de alguma coisa. 
FILHO – Como é que liga?
PAI – Como, como é que liga? Não se liga!
O garoto procura algo dentro do papel de embrulho.
FILHO – Não tem manual de instrução? (close no rosto do menino)
Pensamento do PAI – Os tempos são outros, bem diferentes de quando eu era criança.
 (plano geral)
PAI – Não precisa de manual de instrução. (Indignado)
FILHO – O que é que ela faz?
PAI – Ela não faz nada. Você é que faz coisas com ela. (Irritado)
FILHO – O quê? (expressão de dúvida)
PAI – Controla, chuta...
FILHO – Ah, então é uma bola. (expressão decepcionada)
PAI – Claro que é uma bola!
FILHO – Uma bola, bola. Uma bola mesmo!
PAI – Você pensou que fosse o quê? (irritado)
FILHO – Nada, não. (desanimado)
FILHO – “Legal” (desanimado)
O pai sai da sala e o menino vai  jogar videogame.
O pai volta para a sala e vê o filho jogando videogame e a bola jogada no sofá.
(Depois de ver o pai entrar na sala, focalizar a bola e depois a tela do videogame).
Tela do videogame. (Monstrinhos jogando futebol, tentando se destruírem)
O menino sentado no sofá, com o controle de vídeo game na mão (mordendo a língua, atento) e grita:
FILHO – Ganhei!
O pai pega a bola nova e começa a ensaiar embaixadas e diz ao filho.
PAI – Olha, filho!
Close no filho, que responde sem tirar os olhos da tela:
FILHO – Legal.
O pai segura a bola com as duas mãos e a cheira.
Pensamento do Pai – A bola não cheira a nada! Também, é uma bola de plástico, e não de couro, como aquela que ganhei do meu pai...
                Talvez fosse melhor que tivesse um manual de instruções, mas teria que ser em inglês para a garotada se interessar.
Créditos finais


O rico, o pobre e a galinha
Roteiro: 2º ano C ciclo II
Outubro 2013
Produção: EMEB Professor Ramiro Gonçalez Fernandes
Adaptação da crônica “O rico, o pobre e a galinha” de Luís Fernando Veríssimo
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Cena 1 –
Certo dia, um rico passa por uma entrada, na frente escrito “Labirinto, não entre”, e não resiste.
RICO – Talvez seja um tesouro? Ou será uma oportunidade de negócio?
 Então ele começa a explorar o labirinto para ficar mais rico.
CENA 2 –
 Pelo caminho o rico deixa as suas moedas caírem pelo chão. Marcando a saída do labirinto.
 O rico chega ao  centro do labirinto e não há nada. Pode-se ver as moedas marcando o caminho de volta.
 Ao voltar, dá de cara com o pobre, que chega colocando a moeda do chão na sua sacola.
RICO – Minhas moedas!
POBRE – Suas? Estavam no chão. Vim catando-as pelo caminho. Agora são minhas. Tenho direito a um pouco da riqueza do mundo.
RICO – Imbecil! Eu as deixei pelo chão para encontrar o caminho de volta. Agora eu não encontrarei a saída e ficarei aqui pelo resto da vida.
POBRE – Você só pensa em você, como todos os ricos. E eu?
Rico – Você também está condenado a ficar neste labirinto pelo resto da vida. Culpa da sua ganância e da sua burrice.
POBRE – Outra mania de rico de achar que quem é pobre é burro. No lugar das moedas deixei grãos de milho pelo chão, para me guiar de volta à saída do labirinto.
Aparece uma  galinha bicando os grãos de milho.
Os dois preparam-se para sair quando dão com uma galinha bicando o ultimo grão de milho.

RICO e POBRE – Não!! (vendo a galinha engolir o ultimo grão)
RICO – Irresponsável!
POBRE – Inconsequente!
 Começam a correr atrás da galinha. Passado um tempo, sentam-se cansados. A galinha fica ciscando perto deles.
RICO - Entrei no labirinto porque sou um aventureiro, um empreendedor. (Decepcionado com ele mesmo.)
POBRE -  E eu que entrei no labirinto atrás de moedas!
Olham para a galinha que para de ciscar e os encara.
GALINHA  - Popó?!



O mistério
Roteiro: 2º ano D ciclo II
Outubro 2013
Produção: EMEB Professor Ramiro Gonçalez Fernandes
Adaptação da crônica “O mistério” de Stanislaw Ponte Preta.
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Cena 1
Homem em um beco escuro caminhando com o rosto escondido pelo chapéu.
Encontra com um sujeito mal-encarado na frente de um café, encostado num poste.
SUJEITO – Siga-me.
Ele segue o homem que entra no beco e bate em uma janela velha e a porta se abre com um rangido.
Cena 2
 Os dois entram em uma sala pequena e enfumaçada, com uma mesa de pequenos pacotes.
Atrás da mesa um sujeito parecendo agricultor parecia ter medo do que ia fazer. O mal encarado aponta para o homem.
SUJEITO – É este.
O “agricultor” entrega o pacote para o mal encarado, que por sua vez, passa ao homem.
SUJEITO – Trouxe o dinheiro?
O homem acena positivamente, coloca a mão no bolso, entrega o dinheiro e recebe o pacote.
O sujeito conta o dinheiro, pega um parte e entrega o restante ao agricultor.
Cena 3
O homem sai sozinho caminhando e assobia para um táxi.
HOMEM – Toque rápido. (entregando um papel com o endereço)
Cena 4
Chega em casa, na sala.
HOMEM – Julieta! Ó Julieta! Consegui!
Julieta chega enxugando as mãos com ar de felicidade. Pega o pacote leva até a mesa e desembrulha.
JULIETA – Conseguiu mesmo!
O conteúdo é revelado, 1Kg de feijão.

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